
Um contorno se formou, como uma roupa, bem junto ao corpo, mas sem molda-lo.
É como se aquela presença ainda estivesse. É como se a minha presença mesmo sozinha, tivesse companhia. Aquela companhia, num artigo definido.
Pousou em minha mão a borboleta mais azulrosada, e arrisca vôos a cada instantes, mas ao arriscar para e descansa e em outro segundo da a certeza que fica, e após arrisca.
É como ter, e não guardar. Ter sem lugar, sem data, sem razão.
E está.
E conforta e ameaça.
A borboleta roça, roça, e nunca deixará o contorno tornar-se casca. A vontade diz que mesmo assim o contorno nunca sairá, vai permanecer inconstante, mas vai estar.
Sai de uma metade, quer passar para a outra. As presenças querem ser juntas...
Nem uma nem outra... juntas.
Ao menos é isso que encontro em cada canto daqueles dentes, é isso em cada eco daquela voz, é isso em cada sombra daquele movimento.
Não me declaro. Me disponho...

Nenhum comentário:
Postar um comentário